
A cerveja tem um vínculo muito afetivo com os brasileiros. Ela é nossa amiga. Quando ganhamos, perdemos ou nem um nem outro, a cerveja desce redondo goela abaixo. Na comemoração de qualquer vitória e na tristeza de qualquer derrota, a presença da loura é imprescindível e quando ela não aparece, ou a sua apreciação é dificultada, o circo pega fogo.
Há dois dias fui à festa da formatura de minha namorada e a bebida alcoólica era paga e, de fato, era proibida a venda para menores de 18 anos. Ouvi reclamações tanto das pessoas que iam se formar quanto das que só souberam do absurdo. Sim, eu também reclamei – e também sou brasileiro. Não vejo razão para, nessa altura do campeonato, proibirem dos menores a cerveja, a vodka e derivados numa festa de formatura do 3° ano colegial. Mas a questão aqui é que bebida é pra quem sabe beber!
Nos ambientes festivos – nos quais os shows infelizmente são a maioria – de Salvador, por exemplo, é comum encontramos marmanjos bobalhões que se embriagam e acabam por estragar a festa, ou o show. A razão formal pela qual eles bebem é única: trazer felicidade - ou não. Ora, a felicidade dos imbecis que não sabem beber é acabar com a noite dos outros através da violência. O que tem de briga causada pelo efeito do álcool não é brincadeira, porém, a bebida não é a culpada. A culpa é de quem não sabe beber e por causa deles, festas de formatura são obrigadas a controlar a bebida! E pior, a briga geralmente é por causa de mulher. Falo pior porque a mulher é quem, geralmente, sente-se culpada pela briga e defende o namorado animal que brigou por causa dela, mesmo ela discordando-o.
Retomando a razão formal da bebida e sendo breve na argumentação, declaro que o brasileiro realmente precisa da cerveja para ser feliz. É inerente do nosso povo fechar os olhos, ouvidos e boca diante dos problemas. “Tomar uma no bar para esquecer dos problemas” representa um descaso com as relações sociais. Numa sociedade desestruturada como a nossa é comum utilizarmos de métodos para fugir da realidade, ou melhor, tapar o sol com a peneira.

3 comentários:
ou não.
Luquinhas, esse foi o comentario mais sem graça da historia
ou nao
eu acho que foi catatau...
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