sexta-feira, 24 de outubro de 2008

Onde está o Rock?




Eu realmente não entendo a postura dos intitulados “rock stars” que tocam um pop comercial de lixo no Brasil. O gênero do rock e a atitude rock – que são coisas distintas – estão sendo recorridas por bandas brasileiras mixurucas desde o começo do novo milênio a fim de serem iluminadas pelos holofotes da mídia teen. O fato é que elas não tocam rock e nem tem atitude rock.
A coisa mais patética de ouvir nas entrevistas feitas a “rock stars” nos programas de tevê que pensam em falar sobre música é ouvir dos tais que tocam rock. Uma vez eu vi uma entrevista pós-show da banda KLB no Multishow, e um dos três patetas disse que estava muito feliz e radiante após ter tocado rock and roll a noite inteira. De imediato, supus que eles tocaram Hotel Califórnia dos Eagles no final do show, pois uma vez os vi tocarem (muito mal, por sinal) a música num programa fútil da MTV.
O apelo pelo gênero está sendo feito pelas gravadoras que, ao observarem a resposta do público teen a bandas como KLB e LS Jack, massificam o ouvido da adolescência enquanto destroem a imagem do rock ao contratarem bandas como essas. Imagino como os pais de fãs histéricas(os) enxergam o “rock” feito pelas bandas do momento: filhinhos de papai enfeitadinhos com calças rasgadas, camisas estampadas do título Woodstock e cabelos com penteados radicais tocando e cantando músicas monofônicas com letras bobas e moldadas para atingir e ensurdecer o ouvido de seus filhos. Senhores pais, tenho uma notícia boa: o rock não é isso que toca nos shows onde seus filhos vão! O rock é algo bem maior e de melhor qualidade. Os senhores devem se lembrar dos tempos de colégio ou de faculdade nos quais ouviam “Bete Balanço” nas pistas de dança e “Balada do Louco” nas tardes trancados dentro de seus quartos. Aí poderão se lembrar o que é o rock brasileiro e constatar que o “rock” tocado por algumas bandas brasileiras é uma farsa.
Outra coisa, também patética, é assistir aos shows dessas bandas. A postura dissimulada sobre os palcos é, para qualquer roqueiro, motivo de chacota e gargalhadas. A atitude rock and roll forçada e idealizada - com direito a gritos, chegando a exaltar todas as veias do pescoço, e guitarras quebradas no final do show – me dá nojo. É por isso que sinto orgulho em assistir, nem que seja pela televisão, aos shows de bandas e artistas roqueiros como Legião Urbana, Raul Seixas, Paralamas do Sucesso, Barão Vermelho, Cazuza, Cássia Eller e Os Mutantes.

4 comentários:

Marcelo Argôlo disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
Marcelo Argôlo disse...

mas MALLU MAGALHÃES é rock! Tem voz de menina de 15 anos, mas eh rock!!!

Fábio disse...

eu sei é que ela é uma enlatada!

Anônimo disse...

segundo ela, ela toca um "folk´n roll"